segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Desde as 17h30

que ando numa roda viva de emoções e só agora começo a acalmar.
Às 17h30 era o fim do prazo para a entrega de um trabalho.
Às 16h30 comecei a organizar tudo para ir imprimir o trabalho, não fosse o diabo tecê-las... E não é que ele as teceu! Fui a uma papelaria fora da Universidade, o computador tinha avariado, passei-me... Pensa, pensa, o que é que vou fazer!!! Já sei! Vou à cena das fotocópias da Universidade. Lá não tinham toner. Não pode ser tão a gozar comigo?! Não estão. As mulherzinhas olham para mim com cara de pena. Não posso! Pena... Lembro-me que na faculdade em frente têm um mega-centro com computadores onde dá pra imprimir. Corro pra lá, chego ao bacão e digo: "Quero imprimir!", ao que o senhor me responde com toda a calma: "Tem que ser nos computadores.". Eu sei que tem que ser nos computadores, mas explico-lhe num tom acelerado-quase-perceptível que tenho de pôr dinheiro pra impressora "cuspir" as minhas cópias. Deparo-me com uma maquineta onde tenho que pôr o meu número de aluna e depois o dinheiro (e o tempo a passar) e depois vou para o computador e depois ponho-lhe a pen e depois abro o documento e depois mando imprimir duas cópias e depois vou buscar as impressões e só está lá uma. A sério! Fui falar com a senhora, porque apesar de estar com pressa não me roubam dinheiro assim... A senhora também muito lentamente (ou se calhar era só eu que estava acelerada e tudo me parecia lento) lá fez as contas ao roubo e restituiu-me o dinheiro. Depois fui imprimir as páginas a cores que eram só 3, peguei no meu trabalho, fui encaderná-lo e fui entregá-lo. Cheguei lá às 17h25 do meu relógio e era a primeira a entregar...
Assim de repente pensei que me tinha enganado no dia, ou se calhar no sítio da entrega. Mas à tarde tinha confirmado com a dona Carla da Secretaria que o prazo de entrega era até às 17h30, na secretária. Percebi então que os professores só vão buscar os trabalhos no dia seguinte a partir das 9h30, altura em que os meus colegas vão entregar o trabalho.
Frustrada, aliviada, preocupada e com um niquinho de larica, que era a hora do lanche, decidi que ia para a cidade para um café espairecer. Pelo caminho a minha outra persona que vive dentro de mi desatou num diálogo interno comigo de: "Achas que o trabalho tá coisa que se apresente?", "Os teus coleguinhas têm mais quantas horas que tu para fazer um trabalho melhor que tu?", "Vais para Faro fazer o quê?!", "Vai mas é pra biblioteca melhorar isso!".
E eu como sou bem mandada vim...

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